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A importância da confidencialidade nos serviços de Assessoria Empresarial.

  • Foto do escritor: Gustavo Tavares
    Gustavo Tavares
  • 8 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

A confidencialidade é um dos pilares mais sólidos e indispensáveis da atividade de assessoria empresarial. Em um ambiente corporativo cada vez mais competitivo, no qual informações estratégicas definem o sucesso ou o fracasso de uma organização, preservar o sigilo das informações obtidas no exercício profissional é mais do que uma obrigação ética — é um compromisso jurídico e reputacional.O assessor empresarial, ao adentrar o universo interno de uma empresa, passa a conhecer dados sensíveis, projeções financeiras, fragilidades operacionais e, muitas vezes, situações de crise que exigem discrição absoluta. Essa relação se constrói sobre a confiança, e sem ela, nenhuma parceria duradoura sobrevive.

Mesmo que o escopo natural de muitas empresas de assessoria seja divulgar seus serviços e conquistas, existe uma fronteira clara entre o marketing e o dever de sigilo. Um assessor jamais deve expor publicamente os problemas e soluções encontradas para seus clientes, ainda que os resultados tenham sido notáveis. Fazer isso significa revelar estratégias, estruturas financeiras e dados que pertencem exclusivamente à empresa contratante.Além de representar uma violação moral, tal conduta pode infringir as normas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), que estabelece princípios rigorosos de confidencialidade, finalidade e segurança no tratamento de dados. A LGPD reconhece que a divulgação não autorizada de informações corporativas — mesmo de forma indireta — pode causar danos econômicos e reputacionais irreparáveis.

Historicamente, as assessorias empresariais mais respeitadas do mundo compreenderam que a discrição é a forma mais refinada de publicidade. O prestígio de firmas internacionais de consultoria, como McKinsey & Company e Deloitte, não se construiu pela exposição de casos, mas pela confiança que conquistaram ao longo de décadas, justamente porque não comentam publicamente as crises que solucionam.Durante os processos de reestruturação financeira pós-Segunda Guerra Mundial, por exemplo, empresas de consultoria desempenharam papéis cruciais na reorganização de conglomerados europeus, como Siemens e Fiat, mas seus relatórios permaneceram sigilosos — protegendo não apenas a imagem das empresas, mas também a estabilidade de seus mercados.

No Brasil, a assessoria empresarial moderna se consolidou acompanhando transformações econômicas e jurídicas, especialmente após a estabilização do Plano Real. Firmas de assessoria começaram a atuar em setores estratégicos como compensação de débitos fiscais e recuperação de créditos previdenciários, auxiliando empresas a regularizar passivos junto à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).Nesses casos, a confidencialidade tem peso redobrado: as informações envolvem valores expressivos, processos administrativos e decisões judiciais que exigem sigilo profissional absoluto. Um exemplo recorrente é o trabalho de assessorias especializadas em recuperação de créditos previdenciários via PER/DCOMP ou em compensação de débitos inscritos em dívida ativa — operações amparadas por normativos da Receita Federal e pela Lei nº 13.988/2020 (que trata da transação tributária).A divulgação indevida dessas estratégias pode comprometer não apenas a negociação em curso, mas também a segurança jurídica do cliente.

Por essa razão, a melhor propaganda de uma assessoria empresarial é o reconhecimento espontâneo de seus clientes. Quando uma empresa obtém resultados concretos — como a compensação de débitos previdenciários ou a recuperação de créditos tributários — tende a compartilhar essa experiência com parceiros e empresários de confiança. Essa forma de recomendação, feita pessoalmente e de forma ética, cria um ciclo virtuoso de indicações. Assim, forma-se uma carteira sólida, composta por clientes satisfeitos que, ao longo do tempo, transformam-se em verdadeiros amigos e aliados.

Em síntese, a confidencialidade não é apenas uma cláusula contratual, mas o elo de confiança que sustenta a relação entre assessor e cliente. É ela que permite que o profissional atue com liberdade técnica, segurança jurídica e reputação íntegra.No mundo da assessoria empresarial, a regra de ouro é simples e permanente:

“O que se sabe sobre o cliente pertence ao cliente.”

E é justamente essa postura, silenciosa e leal, que diferencia o assessor comum do verdadeiro parceiro estratégico — aquele que, mesmo nos bastidores, constrói resultados duradouros e sustentáveis.

Escritório moderno representando assessoria empresarial com foco em confidencialidade, ética e proteção de dados conforme a LGPD.
Escritório Gustavo Tavares - Faria Lima/São Paulo.

 
 
 

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